
A TRAJETÓRIA DE PAULA PEQUENO
DNA ESPORTIVO O vôlei sempre esteve enraizado na família de Paula, começando por sua mãe Gercione Leite Marques, Gê, atacante do time de vôlei do Ministério da Educação – CAPES/MEC, que sempre levava os filhos para os jogos de final de semana. Em meados da década de 80 o vôlei brasileiro vivia um momento de solidificação com estrelas como Jacqueline e Vera Mossa. Nesta época, Paula tinha apenas três anos, mas já demonstrava curiosidade no esporte ao esticar os bracinhos dizendo “chechete, mamãe”, confirmando que já sabia aplicar a manchete. DNA ARTÍSTICO - PREDESTINADA A CATIVAR O PÚBLICO A mãe, na platéia confessa que se emocionou ao ouvir os elogios, “mal conseguia respirar de alegria”. Ela recebeu mais convites e continuou a desfilar até os 12 anos – quando teve que fazer a escolha que definiria seu futuro no esporte. Atualmente, qualquer um que assista aos jogos com Paula Pequeno ao vivo ou pela TV fica cativado por seu carisma, presença, espírito de luta e postura em quadra, herança de uma família talentosa. DO PLANALTO PARA O MUNDOEm 1994, aos 12 anos começou a atuar pela “ASBAC-Associação dos Servidores do Banco Central” e aos 13 já estava na seleção brasiliense de vôlei. Em 1996, ainda em Brasília recebeu convite para testes nas equipes Nestlé, E.C.Pinheiros e BCN, em São Paulo. A mudança para São Paulo aconteceu no ano seguinte, quando ela entrou para o BCN. No mesmo ano mudou para a equipe Nestlé, atuando ao lado da jogadora Leila. Em 1998, Paula foi para o Dayvite, onde conheceu o técnico José Roberto Guimarães e dividiu as quadras com Ana Mozer, de quem já era fã incondicional. No ano seguinte, Paula retornou para o BCN, que, mais tarde, passaria a se chamar FINASA/Osasco, equipe que deu origem anos mais tarde ao Sollys/Osasco. Aos quinze anos, a atleta treinou por seis meses com a seleção brasileira juvenil, mas a estréia com a “amarelinha” ocorreu aos 17 anos. Aos 18 anos recebeu sua primeira medalha pela como vice-campeã mundial. Em 2001, aos 19 anos sagrou-se campeã mundial na categoria adulta. Atualmente, a ponteira Paula Pequeno é um dos destaques do atual grupo da seleção brasileira de vôlei. Com a camisa verde e amarela, a jogadora já conquistou diversos títulos e prêmios individuais. Entre eles, três campeonatos Sul-Americanos, dois Grand Prix e a medalha de ouro nas olimpíadas de Pequim, em 2008, onde foi eleita, após a final contra os estados unidos, como a melhor atleta do torneio. Mas para chegar aonde chegou, Paula teve de conquistar o seu espaço nos clubes em que defendeu. Além de ASBAC, BCN, FINASA/Osasco e Leites Nestlé, a atleta também vestiu a camisa do Zarechie Odintsovo, da Rússia e, hoje, é a ponteira titular do time do Vôlei Futuro. A DOR DA HERÓINA
Para Paula, pior do que ficar fora da competição, foi assistir pela TV a derrota do Brasil nas semifinais para a Rússia, onde o time esteve a um ponto de fechar a partida, mas foi superado pela frieza e disciplina das russas que viraram o jogo de maneira espetacular. O sentimento de impotência por estar distante de suas companheiras foi muito doloroso, e a cabeça de Paula se focou na recuperação e sua reintegração a seleção, que ocorreu em 2005. Alguns fãs dizem que se Paula estivesse lá, o time faria aquele último ponto e venceria a Rússia, fato este que Paula cordialmente nega já que conhece cada uma das talentosas atletas da seleção muito bem e sabe da qualidade do conjunto. A MELHOR DO MUNDOEm 2005, a reintegração de Paula Pequeno a seleção foi uma prova de fogo. Estaria ela recuperada do trauma causado por sua lesão? Ela e suas companheiras de seleção embarcaram para Sendai, Japão em busca do pentacampeonato do Grand Prix de vôlei feminino. O Brasil superou todas as equipes e levou o caneco, mas Paula ainda teria mais uma agradabilíssima surpresa; ela fora coroada a melhor jogadora do torneio. Nas conquistas do Sul-Americano de 2007 e nas Olimpíadas de Pequim em 2008, o talento de Paula Pequeno também foi reconhecido, a ponteira levou para casa, além da medalha, o troféu que a consagrou no Grand Prix em 2005, o de MVP das competições. FAMÍLIA
Mel nasceu quinta-feira, 8 de Junho de 2006, seu pai e marido de Paula Pequeno, Alexandre Folhas, veio voando de Aracajú para ver a filha, ele disputava o pan-americano de Handebol na época. Hoje a família respira o esporte e Mel cresce saudável e feliz neste ambiente de conquistas. PRESENTE E FUTUROMesmo com sua rotina puxada de treinamentos, viagens e jogos, Paula sempre cultiva o bom humor e o riso fácil, retratos de alguém que ama o que faz e o faz como ninguém. Vida longa a Paula Pequeno! | |||||||||||||||
